quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

Ser revolucionário não é genético!


“Ser jovem e não ser revolucionário é uma contradição genética”. Pobre Che Guevara... Se soubesse o mal que essa sua frase causou. Claro, a revolução é algo justo, necessário e que deve ter a participação dos jovens. Porém, o jovem deve por “questões genéticas” ser “revolucionário”? Sinceramente, não. Para muitos (não todos, é claro) mais vale um jovem se politizando, entendendo o meio que vive do que um “revolucionário de piscina” (como tão mal definem).

Enfim, mas vamos ao objetivo desse post. A frase de Che é importante, dentro do seu contexto histórico, mas, atualmente, nem tanto. Ela cria a falta impressão (infelizmente seguida por muitos) de que: “Você é jovem, logo: você DEVE ser revolucionário”. Sem levar em consideração perspectiva de futuro e realidade social que vive. Enfim, tem que “revolucionar” de qualquer jeito, seja nas ruas ou em uma comunidade do Orkut.   

É complicado fazer qualquer perspectiva estatística, mas, muito provavelmente 80% dos jovens que participam de protestos, grupos estudantis, UNE, JS’s, etc. Poucos entendem de política, alguns até possuem bons sentimentos, mas, não contribuem para mudança de verdade. O importante é “apenas”, “ter seu grupo”, “estar no meio” é mais ou menos o “descolado” (aquele que na 4° série escrevia com caneta) ou pior, o importante é ser um novo Lênin, Mao, Che ou até (pasmem) Stalin (tá Hitler também, ahaha), é: “Ser um líder que vai levar o Brasil ao lugar que ele merece” (E depois desligar o PS3, evidente). E o fato mais “triste” de tudo é que a grande maioria deixa o espírito “revolucionário” quando fica mais velhos (a “responsabilidade chega né?”), não generalizando, porém, em muitos passa aquela velha impressão de que “meu pai paga eu posso ser revolucionário”. Enfim. Parece que a revolução não é “geneticamente adulta”, pra que maturidade no pensamento quando temos “a pureza da resposta das crianças”, não é verdade?

E vamos fatos. Acabou a Ditadura Militar no Brasil e o que restou? Os nostálgicos que não viveram aquela época, mas, acham que estão em estado de confronto com o Estado (Abaixo a Ditadura! viva a anarquia comunista consumista que nos consome!). E o que acontece? Sempre (ou quase) os mesmos protestos, as mesmas reinvidicações e os mesmos resultados. Como disse, sou a favor de protestos (vou generalizar, revoluções), mas as revoluções devem ser permanentes (e o pior é que eles ainda se dizem Trotskistas, pode?) elas devem de fato mudar, devem (no sistema atual) ser silenciosas, até porque quem “grita” é a nossa “amiga” “grande mídia” (e vai ser assim por muito tempo) deve seguir uma pedagogia crítica (Educação “comunistas”! Educação! é sempre um bom caminho) que: reconheça conexões entre seus problemas individuais, experiências e o contexto social em que eles estão imersos." (via Wikipédia. Ahahaha), É isso, a revolução deve/deveria ser lenta, colaborativa e “sem rostos”, sem mídia (sem máscara de palhaço também) e claro, sem resultados instantâneos, ao invés de “apenas” gritar na rua por “direitos iguais”, vá à casa de alguém e ensine a ela que ela tem o direito de ter direito, acredite, seria mais produtivo. É, no entanto é complicado, até porque “revolução silenciosa e eficaz” não dá, prestígio, cargo político, não é?


"A massa não é apenas objeto da ação revolucionária; é, sobretudo sujeito".
Rosa Luxemburgo

quinta-feira, 15 de setembro de 2011

Quem é o "rapaz da laboral"?

Esse post não tem o interesse de ser uma lição moral ou algo relativo à auto-ajuda. Onde trabalho (órgão público), um dos sujeitos mais simpáticos, atencioso, cordial e sempre de bom humor é o “rapaz da laboral” (laboral = exercícios físicos). Ele diariamente vai de corredor em corredor do prédio (são 9), convidando as pessoas (pelo nome) para um momento de exercício.

Estou nesta emprega há um mês* e recentemente algo me chamou a atenção, eu não sabia o nome do “rapaz da laboral”. Tipo, ele diariamente fala comigo, pelo nome, e eu não sei sua identidade, o que convenhamos, apesar de não ser o “fim do mundo”, é chato, e até uma certa falta de educação. Então, fui buscar saber o nome do “rapaz da laboral”, primeiro perguntei na sala onde trabalho, onde ficam 7 pessoas (com idades entre 40 e 20 anos) e ninguém sabia o nome dele. Beleza, já achei estranho, mas, mesmo assim fui perguntar a outras pessoas no andar, resultado, de mais ou menos 20 pessoas que perguntei (com idade entre 70 e 20 anos) ninguém sabia o nome do “rapaz da laboral”.

É claro que “minha pesquisa” foi pequena se comparado ao tamanho da empresa, porém, mesmo assim cabe a reflexão, até porque provavelmente nos outros andares deve ser a mesma coisa. Então por que “ninguém” sabia o nome do “rapaz da laboral”, pô, ele é alguém que quer queiram quer não, está diariamente em nossas vidas, alguém que sempre nos trata bem e podemos dizer que vem nos trazer saúde. A grande maioria na empresa sabe o nome do presidente da empresa, mesmo sem ele nunca ter falado com qualquer uma dessas pessoas, ok, até ai tudo bem, mas, a maioria das pessoas também sabem o nome da “fofoqueira” da empresa, do “grosso” ou até mesmo do gago. Ou seja, há uma espécie de inversão de valores e fica o questionamento de quantos “rapazes da laboral” estão no nosso convívio e nós nem percebemos.

Ps. Após muito perguntar o mais próximo que cheguei do seu nome foi: “Eu acho que é Léo”

“E ai gente, vamos fazer exercício?

Eu acho que é Léo.

terça-feira, 2 de agosto de 2011

Maria: A maior invasão de privacidade da história

Muitos famosos (ou não) reclamam da invasão de privacidade e até com certa razão, já que em alguns casos os paparazzi (ou lixo em forma de jornalismo) exageram demais. Porém se há um ser na história da humanidade que tem motivos para reclamar de invasão, é Maria (mãe de Jesus).

Ok, introdução estranha a parte vamos aos fatos. Sendo sincero. A maior rivalidade social no Brasil, não é entre clubes, estados, cidades, etc. É entre religiões, mas, precisamente, Católica x Evangélica... E a discussão mais comum é: Maria é ou não virgem. Cada um dos grupos tem lá seus motivos para acreditar se ela é ou não, porém, eles esquecem talvez do ponto mais importante: Que diferença isso faz? Sério historicamente que diferença isso faz? O que muda nas religiões? O que muda na história da humanidade ou crenças. Ai muitos idiotas da objetividade diria: “ah, mas eles propagam a mentira”... Jura? Religiões mentem? Não acredito... Tem certeza?

Enfim, esse tipo briga mostra o quanto fúteis são as nossas religiões predominantes, que ao invés de se preocuparem com problemas sociais (e religiosos) de verdade, se atém a bobagens, a invasão de privacidade tola... E daí se Maria (uma das poucas entidades religiosas que respeito) é ou não é virgem... Ela vai deixar de ser a mãe de Jesus? “Santa”? Figura importante do cristianismo? Se ela não for virgem, os padres vão pedir desculpa e parar de comer criancinhas? Ou se ela for virgem os pastores deixaram de ser pilantras e darão um desconto no dízimo?

Sabe o que parece essa discussão. A perpetuação histórica da “vulgaridade” feminina, da mulher objeto, ser não pensante... da “Geni” religiosa.


"Maria, Maria
É um dom, uma certa magia,
Uma força que nos alerta
Uma mulher que merece viver e amar
Como outra qualquer do planeta". Elis Regina

domingo, 31 de julho de 2011

Covardia no futebol...

Na última segunda o goleiro do time sub-20 do Sport, Gustavo, agrediu covardemente (ver aqui) seu companheiro de profissão, Elivelton, do Vasco. Ao ver o lance pela primeira vez fiquei revoltado... Depois parei, pensei melhor, e, continuo revoltado com o ocorrido.

Ouvi várias opiniões, então, para evitar um texto longo e confuso, farei um resumo sobre cada uma delas:

“Ele deve ser preso”: Não. Ele deve ser autuado por agressão, ou no máximo, tentativa de assassinato, preso, não.

“Ele não deve ser punido, foi uma atitude impensada e ele é garoto”: Não, ele deve ser punido sim, o fato de ser garoto não faz tanta diferença. Claro, ele não deve ser execrado ou “jogado aos porcos”, porém, sua atitude foi covarde e sem qualquer motivo, logo deve ser punido de forma severa. Dentro do âmbito desportivo e social.

“O Sport não deveria demitir o garoto”: Um clube é também, uma empresa. Logo, se na empresa em que trabalha você, no seu horário de trabalho, agride alguém sem motivo algum, merece (ou pode) ser demitido, nada mais justo, está denegrindo a imagem da empresa, além de mostrar que não tem condição psicológica para trabalhar (no momento). E ai vem o fato que o Sport foi perfeito, pagar um acompanhamento psicológico para esse jovem, para que ele mostre, se o ocorrido, foi um lapso, ou se faz parte de sua personalidade.

“Ahh.. mas, se fosse um famoso não seria punido dessa forma”: Provavelmente não, isso faz parte da hipocrisia da sociedade mundial que encobre a safadeza dos mais poderosos, porém, um erro não justifica outro. E repito, esse moleque não teve nenhum motivo para a agressão, então deve ser punido com rigor.

“Ele deve ser banido do futebol”: Não deve. Qualquer cidadão tem direito a uma segunda chance, seja qual for o crime. Isso está em nossa constituição. Então se ele, após o tratamento psicológico se mostrar apto para jogar futebol, pode ser recontratado pelo Sport, ou por qualquer outro time, repito, ele não pode ser execrado.

De tudo o que mais me irritou, além da agressão, obvio, é a falta de motivo. Eu sou uma das pessoas que mais defendem um “futebol violento”, menos “afrescalhado”, então, se ele tivesse sido provocado, ou fosse uma briga generalizada, ele não merecia tal punição, porque, neste caso, “estaria se defendendo”, é a lei do mais forte, enfim... É briga! Então, não sendo covarde, vale tudo (certo Gil?). Mas esse não foi o caso, sua atitude foi covarde e desproporcional.

Agora outro ponto que me preocupa bastante, que é a “beatificação” de jogadores de futebol... (NO PRÓXIMO POST)...

"O covarde só ameaça quando se acha em segurança." Goethe

domingo, 19 de junho de 2011

Formula 1: A história mais emocionante de todas

Lendo esse domingo sobre acidentes da F1... vi a história de David Purley e Roger Williamson, pra mim, de todas a mais emocionante da F1 (a de Francois Cevert degolado e a morte de Tom Pryce são as mais chocante)...

vamos a história (trechos tirados do wikipedia):

Durante a corrida, o pneu do carro de Williamson estourou; seu carro bateu no muro de contenção e foi arrastando-se, quando atravessou a pista e finalmente estacionou no muro de contenção oposto. Durante o arrasto, o tanque riscou o asfalto, efeito similar ao de um palito de fósforo sendo friccionado contra a caixa. O carro parou de cabeça para baixo, impossibilitando a saída de Williamson. Seu compatriota e amigo David Purley, EMBORA NÃO SENDO DA MESMA EQUIPE ABANDONOU SUA PRÓPRIA EQUIPE, ABANDONOU SUA CORRIDA NA TENTATIVA DESESPERADA DE RESGATAR O AMIGO.

Williamson não sofreu maiores escoriações na batida, e ouviram-o gritando por Purley para tirá-lo do carro, virando o mesmo. Inicialmente os comentaristas da TV holandesa, os fiscais de prova e os outros pilotos pensaram que o carro ali destroçado era de Purley, vendo-o tentando virar o carro, concluíram que o piloto estava bem. Resultado: a corrida prosseguiu tranquilamente, enquanto Purley tentava salvar seu amigo.

Desesperado, Purley gesticulava pedindo ajuda aos comissários (que pouco mais podiam fazer do que olhar) e tentou até desvirar o carro sozinho. AO PERCEBER QUE NADA MAIS PODERIA SER FEITO POR WILLAMSOM, PURLEY CAMINHOU DESOLADO, A ESMO, CHEGANDO A FICAR NO MEIO DA PISTA, COM OS DEMAIS PILOTOS PASSANDO EM ALTA VELOCIDADE. Detalhe: a corrida prosseguiu normalmente - o máximo que se fez nessa situação foi sinalizar o local com bandeira amarela

Ao ver um piloto andando perto do carro em chamas, o diretor teria concluído que tudo estava bem e que os danos eram apenas materiais - daí a decisão de não paralisar a corrida. Verdade ou não, o fato é que Williamson morreu asfixiado.

O LINK DO VÍDEO DO ACIDENTE DE WILLAMSON E O DESESPERO E HEROISMO DE DAVID Purley:

http://www.youtube.com/watch?v=3mz3ZzSXyWM&fea

segunda-feira, 9 de maio de 2011

Torcida no Brasil não serve para nada

Cada vez concordo mais com o experiente jornalista, Flávio Prado. Segundo ele, torcida no Brasil não serve para nada, e pior, só faz atrapalhar. E isso é um fato. Os torcedores no Brasil podem até ser apaixonados, fieis, fanáticos, etc. Porém, “só vão na boa”, e aí é muito fácil, no momento difícil, em que o time precisa de verdade eles só atrapalham. É só juntar uma fase de derrotas ou instável mais um ou dois gols sofridos em casa, durante a partida, para a torcida ficar contra time, claro, após o jogo, os mesmos voltam a ser fies, apaixonados, como vemos atualmente nessas campanhas de internet, #euacredito, que tal acreditar no time enquanto ele está perdendo, em campo, não seria mais útil?

E não venham com essa de: “ah, mas existem torcidas fiéis que estão com o time nas piores situações, em goleadas, rebaixamentos...”, é verdade, porém isso só acontece após o fato, durante a campanha ruim a maioria some, protesta, vai a campo xingar e por aí vai. E é bom separar, uma coisa é ser fiel, o que todo torcedor de verdade é. Não que isso signifique algo importante, a analogia é forte, mas verdadeira, se minha casa é próxima a um esgoto e mantém um ambiente propicio a ratos, eles serão fieis a minha casa e isso é será positivo? Creio que não. Então essa coisa que vai para campo, é bom em alguns sentidos (que eu irei citar), porém como torcedores, é, normalmente, mais gente atrapalhando, mais gente que não entende de futebol e fica xingando o zagueiro improvisado na lateral, para marcar o melhor jogador adversário, porque ele não vai a linha de fundo.

Porém vale ressaltar e diferenciar torcedor de espectador. O espectador, quem paga o ingresso, lota o estádio, faz uma bela festa, compra matérias do clube, é muito importante para qualquer time, e é evidente que uma festa, em sua maioria, é mais agradável com muita gente presente do que vazia. No entanto, esse mesmo espectador, no papel de torcedor, que vai a campo ajudar o time, no Brasil, é inútil, só atrapalha e é bom deixar claro, TODOS OS TORCEDORES NO BRASIL são assim, a do Grêmio em um dado momento se mostrou diferenciada, porém, com após campanhas recentes ruins ficou claro que todo aquele amor foi consequência da épica “batalha dos Aflitos”, algo já superado, e o “fogo” da torcida gremista volta ao mesmo patamar das demais. E para ficar claro, tamanho não é necessariamente apoio, a do Corinthians, Flamengo e outros fazem volume, lotam, mas, quando precisa de verdade, gritam olé contra o time. E nesse nível de torcedores eu não coloco boa parte das organizadas, que se classificam mais como bandidos do que como torcedores, ou “burgueses” da social, que são apenas espectadores passivos. E não se engane quando jogador fala: “A gente só ganhou devido a essa torcida maravilhosa”, acredite, eles falam isso para todas.


"Se torcida fosse importante, à China seria campeã do mundo sempre". Anônimo.

quarta-feira, 23 de março de 2011

100% Negro Sim!

Na sociedade é evidente que existe sim, um preconceito dos negros com os próprios negros. Normalmente por um motivo bem simples, o que uma criança negra aprende sobre sua cor na escola? Que eram escravos, "animais", lixos, feio... E sobre brancos? Civilizado, rico, bonito, etc. Ok, sobre a escravidão negra é até verdade. Porém, por que não é explicada a origem disso, por que não é falado que boa parte dos mulçumanos, civilização extremamente avançada culturalmente era de negros, por que não falar que o maior império já visto na terra, o do Egito, também era composta por negros, por que, para pegar um exemplo mais “recente”, não falar da luta contra o domínio europeu feito pelo povo da Etiópia, por que não falar da revolução de escravos no Haiti e como eles venceram Napoleão... etc..etc... Por que isso, entre outras várias coisas que poderiam citar, é simplesmente esquecido. Então passando por essa “lavagem” de desinformação é claro que o molequinho 11, 12,13 anos,etc... Não vai querer ser negro; eles pensam Ser “inferior”, eu? Não... sou mulato, moreno, etc. Esses eufemismos tolos.

Então explicado isso vamos ao ponto da camisa 100%Negro. Que representa: "EU SOU NEGRO SIM!!! NÃO ESCONDO... E TENHO HISTÓRIA, MESMO O SISTEMA ME IGNORANDO".
É de certo modo o mesmo que um gay usar a camisa, 100%gay. O que representaria: "EU TENHO ORGULHO DE SER GAY... QUER ME DISCRIMINAR, FODA-SE".

Ou seja, as camisas não passam (ou deveriam) a mensagem de raça ou cor, não. Ela existe pelo conceito histórico (e necessário) de auto afirmação, ou seja, ela tem uma simbolização devido ao contexto, exemplo: Se um judeu usar a camisa 100%judeu no Brasil, não vai fazer diferença, certo? Agora e na Alemanha pós-nazismo??? Provavelmente faria muito sentido e passaria uma bela mensagem.

Agora, com todo respeito qual seria o motivo de uma pessoa branca usar uma camisa 100%branco? Não há contexto histórico ou motivo (“nobre”) para isso. Ele apenas estaria dizendo: “sou feliz por ser branco”, tá, mas todo mundo tem que ser feliz na cor que seu genótipo definir. Ou então ele estaria querendo dizer que é feliz de ser branco por não ser de outra cor?? Enfim, no contexto não há mensagem. É o mesmo que alguém usar a camisa: “orgulho hetero”, pra dizer que é feliz não sendo gay, ok, mas, heteros são a maioria e não são discriminados por isso. Então também não tem sentido e se torna uma provocação imbecil ou uma auto afirmação de quem tem duvidas de sua sexualidade.

Então para resumir de forma bem clara: A camisa 100%negro não exalta a COR e sim O CONTEXTO HISTÓRICO DE DISCRIMINAÇÃO, então a mensagem é: “eu, minha raça (e não me venham com essa tolice de que todo mundo é raça humana e bla.. bla.. bla), sofremos, passamos por discriminação e etc, mas eu tenho orgulho de ser NEGRO SIM, conheço minha história”.

"As únicas pessoas que realmente mudaram a história foram os que mudaram o pensamento dos homens a respeito de si mesmos."

(Malcom X)

segunda-feira, 21 de março de 2011

Dom Helder Câmara e Frei Damião: os dois lados de uma mesma igreja.

Eles viveram boa parte da vida no mesmo Estado, Pernambuco, serviram à mesma Igreja, a Católica, sempre estiveram ao lado do povo, possuíam baixa estatura e uma força de vontade sub-comum, morreram na mesma década, mas mesmo assim foram tão distantes em seus ideais quanto os paises em que nasceram. Frei Damião, nasceu na Itália, cidade de Bozzano, em 1898, com o nome de Pio que em Latim significa: Piedoso, termo que poderia muito bem designar Hélder Pessoa Câmara, posteriormente Dom Helder Câmara, nascido em Fortaleza no ano de 1909.

Em 1923 enquanto Dom Helder aos 14 anos ingressava no Seminário Diocesano de Fortaleza, para dar início a sua vida religiosa; Frei Damião retomava os estudos teologicos, após ser convocado pelo exercito italiano para participar da 1° Guerra mundial. Após ser ordenado Padre, conseguir o diploma em Teologia Dogmática, Filosofia e Direito Canônico pela Universidade Gregoriana e lecionar no Convento de Vila Basélica e do Convento de Massa, ambos na Italia, Frei Damião, que era pertecente à Ordem dos Capuchinhos recebe a tarefa de vir ao Nordeste do Brasil, isso em 1931. Curiosamente esse ano marca a primeira missa realizada por Dom Helder, a epóca com 22 anos.

Na Década de 30, Enquanto Frei Damião começava sua longa e incessante caminhada pelo Nordeste brasileiro, se tornando mito entre os mais pobres e sendo conhecido como o “novo Padre Cícero”, designação que ele sempre rejeitou; Dom Helder vai para o Rio de Janeiro, onde morou por 28 anos, exercendo funções na Secretaria de Educação do Estado e no Conselho Nacional de Educação, porém assim como o Frei, sempre buscou estar ao lado dos pobres, ainda no Rio de Janeiro funda a Cruzada São Sebastião, para atender favelados e o Banco da Providência, destinado a ajudar famílias pobres.

Dom Helder foi por muito tempo o Secretário Geral do Conselho Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), nesse período sempre buscou a atualização e adaptação da Igreja Católica aos tempos moderno engajando-a na luta em defesa dos mais pobres, justiça e da cidadania, sempre levando a mensagem da Teologia da Libertação, da qual era seguidor. Indagado sobre essa mesma Teologia Frei Damião disse. “Vocês jovens façam a sua teologia da libertação. Deixem-me fazer as minhas pregações”.

E as pregações do Frei Damião a cada ano se tornavam mais popular e conhecida no Nordeste, a bem da verdade ele não era um grande orador, seus sermões eram decorados e repetidos por todos os locais em que passava, e se Dom Helder buscava a modernização da Igreja, o Frei representava um catolicismo antigo, tradicional, conservador e alimentador de um clima de incompreensão entre grupos diferentes, dizem que por sua causa cerca de dois mil católicos colocaram fogo em uma Igreja Evangélica na cidade de Patos na Paraíba. Seu dogma era baseado no Concílio de Trento (1545-1563), sempre indo contra valores do novo século como: a Pilula para mulheres, Dança, Minissaia, Casamento que não era realizado na Igreja, Sexo antes do casamento, para ele tudo isso levaria ao Inferno. O próprio Frei Damião se definiu como. “um homem do outro século”, nesse caso o século XIX.

Se Frei Damião levou a incompreensão entre grupos religiosos, Dom Helder seguiu caminho contrário, o que fica claro no seu discurso após a posse como Arcebispo de Olinda e Recife em 1964. “Sou um cristão se dirigindo a cristãos, mas de coração aberto ecumenicamente para homens de todos os credos e todas as ideologias”. Foi como arcebispo em Pernambuco que Dom Helder demonstrou todo seu engajamento com os fatores sociais, mesmo perseguido pela Ditadura Militar no Brasil (1964-1985) Dom Helder Câmara nunca se calou e sempre esteve ao lado instituições que defendiam a democratização do país, por isso de 1968 até 1977 seu nome foi proibido nos meios de comunicação no Brasil e pessoas que o rodeavam foram presas e torturadas, chegando ao caso extremo do Padre Henrique Neto, seu assessor, morto em 1969, por membros do CCC (Comando de Caça ao Comunista). Já Dom Helder, que por sua luta ganhou a alcunha de “Dom da Paz”, sempre foi acusado de Traidor, Fascista (por sua participação no movimento Integralista) e comunista, pelos membros da Ditadura. do último adjetivo disse uma vez. “Quando dou pão aos pobres, chamam-me de santo, quando pergunto pelas causas da pobreza, me chamam de comunista".

O Frei Damião também sofreu repulsa, algumas vezes de pessoas dentro da própria Igreja, que o chamavam de fanatizador e por isso sua presença foi proibida em algumas cidades nordestinas como, Afogados da Ingazeira, Campina Grande, Crato, Palmeira dos Índios, etc. Sobre isso o Frei sempre evitou polêmica dizendo. “O dono é quem manda na sua casa, eu apenas sigo ordens”. Repulsa de uns, porém, acolhimento de vários, além da legião de fies que o seguiam, os políticos eram um publico assíduo nos seus discursos, muitos usavam seu nome politicamente, seja ele um pequeno vereador ou candidato a presidência, como Fernando Collor que usou imagens de Frei Damião durante sua campanha eleitoral para presidência. Sobre política o Frei demonstrou não dar muita importância ao assunto. “Os políticos prometem muito e nem sempre cumprem. Mas, de que vale essas promessas que são coisas materiais? Devemos pensar nas coisas da alma”. Já para Dom Helder a política sempre esteve presente de forma decisiva em sua vida, ele não só falava, como agia em parceria com órgãos do Governo, Líderes, colaboradores, teólogos, etc. Tanto é, que possuiu o telefone privado de 5 presidentes: Getulio Vargas, Café Filho, Juscelino Kubitscheck, Jânio Quadros e João Goulart; influiu na criação da Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste (SUDENE), participou das Diretas Já!, entre outros feitos. Sua importância foi tamanha que conseguiu, trinta e dois títulos de Doutor Honoris Causa, vinte e quatro prêmios dos mais diversos órgãos internacionais, além de ser o único brasileiro indicado quatro vezes para o Prêmio Nobel da Paz.

“Ser missionário é mergulhar na vida do povo”. Essa frase de Dom Helder Câmara, talvez seja a que melhor defina tanto ele como o Frei Damião figuras humilde que ao seu modo, estiveram sempre presente na vida e principalmente ao lado do povo. Frei Damião faleceu em 1997 com 98 anos, já Dom Helder em 1909 com 90 anos. Ambos faleceram no Recife, o corpo do Frei foi enterrado na mesma cidade, já o Dom está sepultado em Olinda. Eles tiveram poucos momentos juntos, mas sempre que isso aconteceu demonstraram total cordialidade. Perguntado uma vez se Frei Damião era santo Dom Helder respondeu. “É Claro! Ele é nosso! Apesar de nos pertecencer, é do mundo inteiro”. Pode não ter sido o caso, mas bem que Dom Helder Câmara, poderia não está se referindo apenas ao Frei Damião com essa frase.


"A maneira de ajudar os outros é provar-lhes que eles são capazes de pensar".
Dom Hélder Câmara

quarta-feira, 16 de março de 2011

Japão pode causar um tremor maior do que o do "fim do mundo"

Nesse mundo globalizado (evolução, certo?) cada vez mais o “efeito borboleta” se torna algo real, o bater de asas de um beija-flor ou uma pequena ventania no Japão (sem piadas com o trágico fato ocorrido) pode se tornar um tufão no Brasil ou em outro lugar do mundo. E assim será com a crise na economia japonesa que deverá ser sentida após o baque de todo o fato lamentável ocorrido. O Tremor lá não se limita a terras nipônicas.

Antes de tudo vamos desmitificar algumas coisas, primeiro a reconstrução do Japão apesar de rápida, devido à tecnologia (ponto importante que será destacado) e evolução (certo?) da humanidade, não será como o pós 2° guerra... Quer dizer, pós 2° guerra não.. pós terrorismo estadunidense (bombas nucleares em Nagazaki e Hiroshima... bombas nucleares... irônico, hein). Enfim a reconstrução não será “rápida” por dois fatos simples, que se resumem a um, e que pode não resumir a nada no pós crise do século XXI: eles, sempre eles... Estados Unidos da América. O Japão agora não conta com o rico apoio do “plano Marshall”; até porque os EUA não têm dinheiro, nem motivo (saudades da URSS...). Então os asiáticos terão que se virar com o capital interno, forte, porém abalado e futuramente desvalorizado e os empréstimos e ajudas “humanitárias” da vida. Pronto, então o primeiro fato é esse: “o Japão não terá apoio financeiro para se reconstruir como outrora”.

Agora vamos ao segundo (e mais divertido) ponto. Quando se pensa em Japão logo se lembra de?? De?? Isso! Godzilla... não, não... TECNOLOGIA, quais são os países que mais consomem e “necessitam” de tecnologia no mundo, claro, EUA e os membros ricos da União Européia. E não se enganem porque japonês tá tuitando, fazendo vídeo para youtube, etc. Isso é o de menos, e a tecnologia é algo que muda constantemente, então será que o Japão terá força, nos próximos anos, ou investimentos para isso? provavelmente não. Então o que farão seus ricos compradores??? Não comprarão, simples. É crise! (como tudo resumido fica mais fácil).

E onde entra o Brasil e China nisso?... Vamos lá, O Japão não vai investir (como investia) em avanços tecnológicos porque precisa se reconstruir e para conseguir isso precisa de matéria prima para aço e outros produtos, como minérios e etc. E quem é forte, vende barato e não passa por crise (foi só uma marolinha) o Brasil e China, outros como Rússia, África do Sul, Índia, também merecem citação, mas darei destaque ao que é nosso e o que nos dominará (será?). Tanto Brasil como China não tem força em tecnologia (China + internet = block), ou seja, não sofrerão a crise japonesa (que ainda é a terceira economia do mundo) e em contrapartida lucrarão, à China até mais devido sua vasta mão de obra. Enfim esse é o tsunamico mundo globalizado...

"Referente a globalização e arte global. Das duas, uma... O despertamos ou nos consumimos a nós mesmo: ficando deste modo na linha da frente por nome: extinção".
Miguel Westerberg

quarta-feira, 9 de março de 2011

Mentiras históricas contadas no futebol

No futebol existem algumas mentiras (mitos) contadas que alguns setores da mídias, torcedores, etc. Alimentam (ou acreditam) como se fosse verdade. Vamos a alguns exemplos:


1° Que o Botafogo de Garrincha foi o grande rival do Santos de Pelé.

Mentira: o único time que chegou mais próximo de rivalizar com o Santos foi o Palmeiras. Tanto que ele depois do Santos foi o que mais se beneficiou quando a taça Brasil foi aceita como campeonato brasileiro. O Botafogo tinha força apenas estadual. Nacionalmente ganhou um título em 68, quando Palmeiras e Santos desistiram do campeonato.


2° Que Garrincha não era objetivo e não gostava de fazer gol.

Muitos citam o exemplo de quando ele driblou o time todo (do Bangu se não me engano) chegou embaixo da trave e voltou. Porém esse jogo já estava pra lá de 5 x 0... Vejam como exemplo a Copa de 62, Garrincha fez gol de falta, cabeça, perna esquerda, direita, etc... Dizer que ele não era objetivo é mentira. Pode-se dizer sim, que ele não era profissional, isso é fato.


3° Que América e Portuguesa já foram grandes.

Mentira. Nenhuma das duas equipes chegou ao status de grande, como o Botafogo hoje (para nivelar por baixo) em momento algum. Eram apenas equipes competitivas (que sempre estavam disputando o campeonato) e fizeram alguns torcedores, enfim, equipes de temporadas sem regularidade, assim como Juventude, Ponte, Guarani, etc... Nenhum pode ser considerado grande, mesmo que estadualmente. A única equipe que "deixou" de ser grande é o América-Mg.



4° Que Yashin é o maior goleiro da história.

Vejam os gols que ele tomou na copa de 62 e depois a gente conversa. Yashin é uma lenda. Nada mais que isso. Na sua época foi o maior, mas se comparar com os goleiros de hoje, perde para muitos. O que tornou Yashin mito é que ele foi o primeiro goleiro a sair da pequena area e a se adiantar em penâltis (por isso defendeu tantos), enfim, antes os goleiros só iam da direita para esquerda e ele mudou esse conceito, mas como goleiro, era "comum".

5° Maradona foi um dos grande jogares da história do Boca.

Ele é torcedor do Boca e por tudo que representa na Argentina a torcida o venera. Mas na história do Boca ele pouco representa, não chegou a jogar 100 jogos lá e conquistou apenas um título. Por exemplo, Tevez é muito mais importante e respeitado (como jogador do clube) do que ele.



6° O argumento de que: “ahh.. como pode um torneio em que um time jogou 6 jogos ter o mesmo valor de um em que ele jogou 42”. (Isso em referência a Taça Brasil ser aceita como campeonato brasileiro)..

Isso é não chega a ser mentira, mas é um argumento falho. Maior exemplo disso, o Estudiantes foi campeão da libertadores em 2009 jogando 14 jogos e campeão em 1969 jogando 4 jogos. E ambos os títulos tem o mesmo valor na história do clube.


7° Friedenreich

é uma mentira parecida com Yashin. Ele jogou em uma época semi-amadora e de segregação (só a elite jogava futebol) então não da para saber (até pq quase ninguém viu) se ele era grande jogador mesmo. E sua lista de clubes (mais de 10) e títulos (menos de 10) depõem contra ele ter sido esse jogador fora de série.



8° Que Sport e Guarani armaram para ambos chegarem a final em 87

dizer que os times terem “divididos” o módulo amarelo, após as 11 penalidades para ambos irem para o quadrangular (fato que algumas pessoas da mídia como Rica Perrone ainda alimentam) é complicado. Para deixar claro aquele regulamento já estabelecia o cruzamento entre as 4 equipes. Então por exemplo poderia acontecer coisas bizarras como o time ser vice do Módulo amarelo e campeão nacional. Ou vice do módulo verde e campeão nacional.


Enfim, se vocês souberem de mais desses “mitos” eu ficaria grato em saber. Compartilhem.


"Futebol é muito simples: quem tem a bola ataca; quem não tem defende".

Neném Prancha


sábado, 26 de fevereiro de 2011

A Hipocrisia dos palhaços

Desde que foi eleito, virou moda criticar o Deputado Federal Tiririca, o mais votado do Brasil. Motivos? Eu até sei, não gosto de acreditar neles, mas, sei o porquê. Fazer o que né? não espero muito dessa geração cqc/restart/twitter.

Tiririca fez uma campanha dentro das suas características, ou seja, com muito humor. E vale lembrar, sem o apoio da sua legenda, foi eleito, e não vou nem discutir se foi "bom" ou não. Em minha opinião antes um palhaço que "palhaços". Mas beleza, conseguindo o pleito já começa a primeira perseguição, "ele é analfabeto"... HAHAHA... Algo que Tom Cavalcante matou com muita simplicidade: "como ele seria analfabeto se decorava todo o script para o show do tom?". Por exemplo, um ator da globo, que faz exatamente a mesma coisa, ninguém acusa de analfabeto. Porém, dava para entender, precisavam (a imprensa principalmente) montar um circo e nesse caso ele era o melhor representante.

Após passar por esse absurdo lá vai Tiririca com todos os holofotes para a câmara. E claro, mais uma polêmica: "Tiririca votou errado". Todos (ou quase) os veículos de comunicação começam a divulgar que ele errou, já que votou por um salário de 600 ao invés de 445 (que era defendido por sua legenda). No entanto algo estranho rondava esse "voto errado"... AHHH, lembrei; a Alfabetizada (?) imprensa não tentou procurar saber (ou divulgar) a opinião do deputado, que foi enfático: "votei pelo que achei justo, mesmo contra o partido". O que é algo louvável, até porque, se sua legenda nunca o apoiou porque ele deveria ser apoia-la? Mas é aquela coisa, vindo dele, "é ignorância", "burrice", enfim, "é o Brasil". No senado, Roberto Requião, Pedro Simon, só para citar dois exemplos, também votaram contra sua legenda, erraram? Não! apenas votaram com independência. É aquela coisa, pau que bate em Francisco Everardo não bate em Chico.

E agora o maior (se é que existem menores) absurdo,
Tiririca, foi indicado pelo PR para integrar a Comissão de Educação e Cultura da câmara. E os comentários dos Alfabetizados (não, desculpa. Dos analfabetos funcionais, dos hipocritas, isso sim!), "isso é um absurdo", "só pode ser palhaçada", "isso é Brasil", "ridículo"..etc..etc... Porra! O cara tá se esforçando, trabalhando, e as pessoas criticam? se ele não fizesse nada (não participasse de nada) seria criticado também, certo? da para entender?. Outra coisa, se ator da Globo fizesse parte de comissão, tudo lindo, ele estaria lá representando sua classe. E ai, eu simples ignorante, pergunto, o que é Tiririca senão um ator (que representa a cultura, ou não?) e ainda mais Circense (Circo = Cultura, ou não?) . Então vocês queriam ele em que comissão, ética? economia? assuntos estratégicos?

Vamos deixar de preconceito (queria evitar essa palavra, mas é inevetável) de analfabetismo funcional, ele vai (pode) fazer parte de uma
Comissão de Educação e CULTURA. Nessa comissão ele pode muito bem, não apresentar projetos para educação, se é essa sua preocupação, e sim para cultura, o que seria muito justo.


"Por que é que tu tá nessa?"
Tiririca